O URSO FAMINTO!

Certa vez um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez. Porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, dirigiu-se para uma grande fogueira, ainda ardendo em brasa e dela tirou uma enorme tina de comida.

Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando a comida.

Enquanto abraçava a tina, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina que o estava queimando. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a tina encostava.

O urso nunca havia experimentado aquela sensação; interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.

Então, começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais
apertava a tina quente contra seu imenso corpo.

Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra seu corpo e mais alto rugia.

Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso praticamente sentado, recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. Ele tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na tina e, seu imenso corpo, mesmo morto ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

By - César Romão – “Tudo Vai Dar Certo”


Este texto é uma excelente reflexão sobre nossas atitudes, quantas vezes acabamos segurando, agarrando coisas que parecem importantes, mesmo que isto nos custe sofrimento e dor, ainda assim temos dificuldade em soltá-las, e nos libertar da dor.

Na grande maioria das vezes somos dominados pelo medo da mudança, medo de encarar o novo, o desconhecido, e ficamos ali grudados com a nossa “tina quente”.

Precisamos de coragem para assumir nossos fracassos, reconhecer nossos erros, e abandonar antigos conceitos, hábitos, ou situações que nos fazem sofrer, e após este reconhecimento tomar a atitude correta, fazer o que o urso não fez, ou seja: Largar a tina quente!

Liberte-se! Corra o risco, de ser feliz!

Maria Pohlod

A HISTÓRIA DO LÁPIS

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

Estou escrevendo sobre você; é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha
vida!

Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores,
porque elas o farão ser uma pessoa melhor".

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que
usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça ".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você".

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

by Paulo Coelho

Movimentos de mulheres fazem mês de atividades em março

No conjunto de comemorações do Dia Internacional da Mulher, que neste ano coincide com a terça-feira de carnaval (8), a União Brasileira de Mulheres do Paraná (UBM-PR) realizou nesta terça (1º) o debate "Mulheres, Conquistas e Desafios", na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A coordenadora nacional da UBM, Elza Campos, defende que apesar da eleição de Dilma Rousseff ser um "marco histórico para o Brasil", a questão feminina no país ainda tem um quadro repleto de paradoxos e desigualdades.
A relação entre a mulher e a participação política ganhou mais destaque com a eleição da presidente Dilma Rousseff. Para a coordenadora nacional da UBM, Elza Maria Campos, esse fato é um marco histórico para o Brasil, pois Dilma passa a ser a primeira mulher a ocupar o mais alto posto de poder na República do país e também porque a presidente nomeou nove ministras para estar com ela à frente do projeto político. No entanto, afirma que, apesar dessa visibilidade, a questão feminina no país ainda tem um quadro repleto de paradoxos e desigualdades.

“A incursão das mulheres nos espaços de poder é de grande importância para a luta feminista. É lamentável saber que há poucas vozes femininas na política brasileira. Entre os 27 governadores, há somente duas mulheres. Esse quadro de desigualdade de gênero persiste no Brasil apesar de, em 1996, ter se transformado em lei uma "cota lilás", que obriga os partidos políticos reservarem 30% das vagas de candidatos a qualquer cargo público para as mulheres”, destaca Elza.

Desigualdades no mercado de trabalho

Além da política, outros dados revelam que a situação das mulheres brasileiras, em muitos campos, ainda é de uma absoluta des igualdade com relação aos homens. “Em empregos iguais, as mulheres recebem remunerações menores do que os homens. Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), as brasileiras dedicam 56,6 horas semanais ao trabalho, enquanto eles (os homens) ocupam apenas 52 horas”, enfatiza.

Lei Maria da Penha

Elza destaca que a conquista da Lei Maria da Penha foi um avanço importante no campo de políticas públicas para as mulheres e defende que qualquer alteração na lei pode trazer retrocessos no enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo a coordenadora nacional da UBM, dados recentes divulgados pela Pesquisa da Fundação Perseu Abramo sobre a violência contra as mulheres revelam que a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no país. “Se comparamos com os últimos dados, de que uma mulher era agredida a ca da 15 segundos, houve uma diminuição das agressões. E isto se deve à popularização da Lei Maria da Penha, ao aumento das denúncias, mas os dados ainda são alarmantes”, ressalta.

Polêmica sobre vídeo da escrivã de São Paulo

A coordenadora nacional lembra ainda da discriminação vigente nas corporações policiais. Em vídeo divulgado recentemente uma escrivã foi revistada, desnudada e aviltada. A discriminação presente revela a situação de opressão de gênero. “Independentemente da culpa da escrivã, houve total desrespeito dos direitos humanos”, afirma e finaliza.

Atos públicos

As mulheres dos Paraná elaboraram uma agenda de atividades que vão do dia 01º a 29 de março. Em Curitiba, está agendado para o próximo dia 12, às 09 horas, o tradicional Ato público do Dia 8 de Março com caminhada pela Rua XV de novembro. No final do mês (29/03) haverá outro ato estadual unificado. O movimento social de mulheres estará em frente ao Palácio das Araucárias cobrando do governo, entre outras pautas, a criação da Secretaria Estadual da Mulher.

Da redação,com UBM

Cordel da Lindinalva

Parabenizo a Lindinalva, que com a singeleza da simplicidade, consegue transmitir com coragem a covardia da violência. Recebi este texto e quero compartilhar, achei excelente:


MACHOS COVARDES
PARA VOCÊ QUE É MUITO MACHO
FAÇO UMA SIMPLES HOMENAGEM
EXALTO SUA CORAGEM
AGREDINDO QUEM TE AMA
VOCÊ É UM GRANDE COVARDE

ALGUNS TEMPOS ATRÁS
TU SAIU PARA PROCURAR
A FILHA DE UM ALGUÉM
PARA PODER TU NAMORAR
E FAZENDO JURAS DE AMOR
FOI BEIJOS PRA TODO LUGAR

DEPOIS QUE TU CONSEGUIU
CONQUISTAR O TEU AMOR
MOSTROU TUA VALENTIA
CAUSANDO-LHE MUITA DOR
EM VEZ DE TÚ PROTEGER
TU AGRIDE E CAUSA TERROR.

ESPANCA NA FRENTE DOS FILHOS
DO PAI, DA MÃE E DOS IRMÃOS
DEMONSTRA TUA COVARDIA
MACHO RUIM SEM CORAÇÃO
HOMEM IGUAL A VOCÊ
TEM QUE FICAR NA PRISÃO.

DEVIDO TU TRABALHAR
E POR A COMIDA NA MESA
PENSA SER O PODEROSO
QUE PODE CAUSAR TRISTEZA
TU NÃO GOSTA NEM DE VOCÊ
CARRASCO DAS PROFUNDEZAS.

TODO MACHO CIUMENTO
DÁ TAPAS E SOCOS E EMPURRÕES
AGRIDE DE TODAS AS FORMAS
É MESTRE DOS PALAVRÕES
TENHA CORAGEM MULHERES
PONHA FIM NESSAS AGRESSÕES.

PROCURE AJUDA MULHERES
BUSQUE EM QUALQUER LUGAR
EXISTE A LEI MARIA DA PENHA
QUE CHEGOU PARA TE AJUDAR
CUIDADO COM ESTE MACHÃO,
ELE PODE QUALQUER HORA TE MATAR.

PORÉM NEM TODOS SÃO IGUAIS,
TODA REGRA TEM EXCESSÃO,
TEM HOMENS QUE TEM AMOR,
TEM BONDADE E EDUCAÇÃO,
PARA ESTES EU TIRO O CHAPÉU,
VALE A PENA NOSSA ADMIRAÇÃO.

TERMINO ESTE CORDEL
DOS MACHOS DA COVARDIA,
DIZENDO PARA VOCÊS, VIVA EM PAZ COM ALEGRIA
SE ALGUÉM CHAMAR O 180,
NA DEAM ACABA A VALENTIA.

Este cordel foi feito por uma diretora da União de Mulheres, moradora
do bairro N.Senhora Aparecida, na Bahia.

Lindinalva Santos Oliveira -

Autora do cordel "Globalização", selecionado no TAO - tempos de artes
literários - Secretaria de Educação da Bahia

PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Venho observando com indignação o absurdo que vem acontecendo nos comerciais de bebidas alcoólicas, lembro de quando eram permitidos os comerciais de cigarro, um dia deste vinha comentando com meu filho, como estas coisas são no mínimo bizarras, quanto tempo levamos para perceber que determinadas atitudes são nocivas à nossa saúde, seja mental, física, ambiental, e espiritual. Somos os únicos seres neste planeta capazes de ir contra a nossa própria existência! É só observar o que está acontecendo com o nosso planeta!
Recebi um email falando sobre a publicidade do álcool, resolvi postar aqui para registrar e aproveitar para parabenizar esta brilhante iniciativa:

"Elas gostam de comercial de cerveja como eles"
Pesquisadora diz que publicidade está por trás do aumento da dependência feminina do álcool

Fernanda Aranda, iG São Paulo

As mulheres estão mais presentes nas estatísticas de consumo de álcool. Os dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) mostram que, quando meninas, elas já superam os meninos no índice de uso dessa substância que pode causar dependência e comprometer a saúde.

ilana_pinskyFoto: Divulgação
A psiquiatra Ilana Pinsky fala sobre como a publicidade pode influenciar o consumo de bebida alcoólica

Dados do Estado de São Paulo mostram que em dois anos aumentou 46% o número de mulheres em tratamento por dependência de álcool

A faixa-etária antes dos 15 anos é a única em que elas superam eles no uso de álcool, segundo o levantamento nacional do Cebrid feito com mais de 100 mil pessoas. Nas clínicas de recuperação, públicas e privadas, o aumento de dependentes do sexo feminino é expressivo. O último estudo, feito em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de São Paulo, mostrou que no intervalo de dois anos, cresceu em 46% o atendimento de mulheres alcoólatras (levantamento da Secretaria de Estado da Saúde). A Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma estratégia para reduzir o consumo de álcool dos jovens, que consiste na restrição da publicidade e no aumento dos preços das bebidas.

No País inteiro, em um intervalo de um ano, o aumento de internações de mulheres por uso de álcool foi de 3,5%, tendência registrada só entre pacientes de 10 a 24 anos. No público etário mais velho, houve diminuição de internadas na comparação dos anos 2008 e 2009.

O levantamento foi feito pelo Delas no site DataSUS, do governo federal.

Para a psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ilana Pinsky, a publicidade é co-responsável pelo aumento da população feminina nas estatísticas. Pesquisadora pós doutorada pelo Robert Wood Johnson Medical School (EUA), ela é organizadora do evento nacional que, na próxima sexta-feira (21/5), reúne médicos, Ongs e estudiosos para discutir políticas públicas que tornem as propagandas parceiras da saúde pública.

Em entrevista ao Delas, Ilana é tachativa: “do jeito que está hoje a publicidade é nociva”. Para a psicóloga, é necessário implementar uma regulamentação mais incisiva.

Delas: Por que a senhora acredita que regular as propagandas de álcool e cigarro é um passo imprescindível da saúde pública?

Ilana: As peças publicitárias passam a impressão de que o fumo e as bebidas alcoólicas são menos problemáticos do que realmente são, além de estimularem a obrigatoriedade do consumo. Existe um corpo forte o suficiente de estudos científicos que confirmam a influência da publicidade na dependência. Quanto mais a pessoa for exposta às publicidades, maior a probabilidade dela ter problemas com o consumo abusivo do produto. Isso é tão consolidado para a medicina, que a própria Organização Mundial de Saúde (referência internacional de diretrizes médicas) organizou um capítulo específico para falar do assunto. Agora o que precisamos é encontrar maneiras de transformar estes estudos em política pública. É esse passo que queremos dar com este evento.

Delas: Os últimos estudos sobre álcool e cigarro mostram um aumento de mulheres dependentes. Há uma relação desse fenômeno com a publicidade?

Ilana: Sim, existe um foco das empresas produtoras no público feminino. As bebidas tipo ice, relativamente recentes, foram criadas para serem mais atrativas às mulheres do que aos homens. É um dos exemplos do foco na população feminina, com a agravante de que este tipo de bebida contém mais álcool do que as cervejas tradicionais e é um introdutório aos destilados. Com relação ao cigarro, a influência nas mulheres também é clara. As campanhas publicitárias feitas na porta de bares, de casas noturnas e restaurantes oferecem porta-cigarros cor-de-rosa, nécessaire com espelhos e local para guardar a maquiagem acoplados ao cigarro. O mercado viu que as mulheres tinham potencial grande de crescimento de consumo e investiu pesado nelas.

Delas: No caso da publicidade de cerveja, onde aparecem mulheres lindas como garotas-propaganda, o apelo não é masculino?

Ilana: Nossas pesquisas mostram que as meninas jovens curtem as propagandas de cerveja tanto quanto os meninos. Já entrevistamos muitas delas para avaliar o impacto da publicidade nos adolescentes e constatamos isso. Fora que a publicidade passa a ideia de que quem toma a cerveja é uma gata, linda e não tem nenhum problema em engordar ou ficar com a barriga de chope. Isso acaba sendo um atrativo de consumo mais forte para elas do que para eles.

Delas: A área da publicidade já tem uma regulamentação própria, que é o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar). A entidade julga muitas propagandas consideradas abusivas, tira as peças do ar. Por que, na sua avaliação, a área da saúde também precisa atuar na regulação da publicidade?

Ilana: A autorregulamentação não funciona, nossas pesquisas já mostraram. Fizemos trabalhos com adolescentes de São Bernardo (cidade de São Paulo) e mesmo eles sendo menores de idade, um público proibido para a publicidade, já conheciam e gostavam das propagandas. Existe um número de violações enorme. Do jeito que está hoje é nocivo. Por isso, a nossa proposta é reunir um grupo de experts, de pessoas que trabalham com saúde, para fazer sugestões de regulamentação.


fonte: Blog Dependência Química

Cesar Pazinatto

Quem é o dono do cachorro sujão?

Durante a cobertura jornalística da tragédia provocada pelas enchentes e desabamentos em janeiro, imagens chocantes de dor e sofrimento entraram com força dentro da minha casa, mexendo com minha emoção e me fazendo refletir. Tento da melhor maneira empatizar com a situação.


Imagino o desespero daqueles que foram dormir em uma cama e acordaram literalmente na lama, na escuridão, tateando a buscar algo palpável para ao menos sentir-se vivo. Encontrando forças inimagináveis em mãos que antes pareciam frágeis, e se tornaram verdadeiros guindastes para tentar salvar seus filhos, pais, irmãos, amigos e até desconhecidos.


Inúmeros relatos me levam às lágrimas. Mas o que realmente posso fazer? Juntar-me à rede de solidariedade e doar o que puder? Fazer um depósito financeiro? Participar efetivamente na recuperação dos sobreviventes? Sinto que tudo que fizer ainda será pouco para minimizar o drama real vivido por essas pessoas tão fragilizadas.


O sentimento de impotência diante da imponente força da natureza me faz sentir o peso da fragilidade humana, de quanto somos pequenos e frágeis. Principalmente quando tratamos de catástrofes que envolvem de um lado a natureza mostrando seu desagrado e de outro nós, reagindo assustados como crianças diante de algo poderoso.


De quem é a culpa? Ou, como diria um amigo, depois que o cachorro fez a sujeira, ninguém quer assumir que é o dono. Quem é o dono do cachorro sujão?


Por um lado, as autoridades com olhares estupefatos e, por outro, a população indignada. Todos apontando e buscando responsáveis e, se não encontramos ninguém, vamos então ao mais óbvio: deixar por conta dos desígnios de Deus!


Olho para nós, habitantes desse planeta, e percebo quanta ingenuidade existe dentro de cada um. Somos originariamente extrativistas, só a partir do século XX, com o avanço tecnológico e o aumento populacional, teve inicio uma nova forma de pensar, concluindo que as fontes não eram inesgotáveis! Uau!!! Quer dizer então que, se continuarmos a usufruir a nosso bel prazer dos recursos naturais desta maravilhosa e bondosa mãe Terra, ela vai se exaurir e, cansada, esgotada até o último de suas forças, não poderá mais produzir o que preciso para viver???


Até quando, oh, Mãe Gentil, suportarás nosso comportamento infantil? É assim que percebo a grande maioria da humanidade: somos crianças egocêntricas, buscando nosso próprio prazer e conforto, sem realmente encarar nossa responsabilidade pela vida neste planeta.


Produzimos uma média de um quilo de lixo por dia. No Brasil, isso significa uma quantidade que gira em torno de 240 mil toneladas por dia. O produto final do nosso consumo, depois de descartado, é igual ao cachorro sujão: ninguém quer ser o dono!


Todos queremos o progresso, cada vez mais e maiores inovações em todos os segmentos. As ruas todas asfaltadas, calçadas ao redor das nossas casas. Imagino daqui a algum tempo, quanto será que irá custar uma casa que tenha um pequenino jardim, ou um pedaço de terra qualquer? Será que algum dia os valores irão se inverter? As ruas de terra batida serão muito mais caras que as asfaltadas?


Todos queremos um carro novo. Quantos de nós pensam em usar menos carro, menos combustível? No momento em que temos oportunidade e dinheiro no bolso, pensamos em quem? Na natureza? No futuro do planeta? Doce ilusão...


Não sei se algum dia teremos uma consciência coletiva mais responsável, mais adulta. Talvez possamos acordar desse sonho infantil e encarar com seriedade a colheita daquilo que plantamos durante o passar dos séculos. Talvez o sofrimento humano seja o portal de passagem para evolução da nossa espécie! Vamos enfim usar nossos brilhantes conhecimentos tecnológicos para buscar soluções e continuar tendo os benefícios da nossa tão generosa Terra!

Maria Pohlod

BALANÇO DE FIM DE ANO!

Na minha infância, ouvia sempre minha mãe dizendo, que o ano velho estava indo embora, eu perguntava curiosa: - Porque ele vai embora? Minha mãe respondia: para deixar o ano novo chegar! Eu insistia: -Mas para onde ele vai? Ela, sem entender muito bem a pergunta: - De quem você está falando? Eu respondia: O ano velho, para onde ele vai?

E assim sem conseguir explicar, eu continuava sem conseguir entender o que acontecia com o pobre ano velho, olhava para o céu, no momento da virada do ano, para tentar visualizar o acontecimento.

Não haviam grandes comemorações naquele tempo, no momento da virada corria lá fora e olhava para o céu e nada... e nunca consegui ver a troca de um pelo outro! Ficava em mim um misto de sentimentos, a tristeza pelo velho que ia embora e a expectativa de conhecer o novo.

Hoje, o momento é comemorado em grande estilo, festas grandiosas, espetáculos de fogos de artifício, shows na virada, muita alegria, e muitos excessos. São muitas opções para comemoração, festas glamourosas, encontros em família ou com os amigos, oportunidades de viagens, as tradicionais simpatias: pular ondas do mar, brindar à meia noite, abraçar as pessoas, comer lentilha, 12 grãos de uva, trocar cédulas e guardá-las na carteira (para nunca faltar dinheiro) etc... Temos ainda a tecnologia, que nos aproxima das pessoas distantes, enfim as possibilidades são inúmeras.

O que não muda nunca são os sentimentos. O ano velho deixa saudades dos bons momentos e o ano novo vem com a expectativa de ser melhor do que o que passou. A esperança nunca morre, e é este sentimento que mantém o ânimo e a vontade de melhorar sempre.

Eu quando olho para o ano velho, vejo alguns momentos de tristeza e faço questão de não manter a lembrança por mais que alguns segundos, não quero sofrer. Vejo também alguns obstáculos, os grandes eu faço questão de ver com mais clareza, para perceber as falhas que cometi e não repetí-las.

Existiram também grandes alegrias, conquistas que me trouxeram novamente a confiança da renovação. Lembranças de momentos mágicos com pessoas especiais. Momentos de imensa paz comigo mesma, com meus filhos e com a natureza, imagens fantásticas que vislumbrei, lugares que visitei, e outros que vi daqui da minha janela, maravilhosos espetáculos proporcionados pela luz da lua, da visão deslumbrante da via láctea, o por do sol no horizonte, as montanhas que vejo ao chegar em casa, acordar com o canto dos pássaros, e vindo comer debaixo da minha janela.

Agradeço a todos os acontecimentos, em todos reconheço o grande poder Divino, algumas perdas foram irreparáveis, amigas de longa data que partiram, e precisei praticar a conformação. Busco na memória as boas lembranças, os momentos de alegria vivemos, me tranqüilizo quando penso que procurei dar o meu melhor. Hoje quero olhar com maior atenção para os que estão ao meu lado, para não deixar de demonstrar meu carinho, e de alguma maneira me fazer presente em suas vidas.


Tenho minhas limitações e venho procurando vencê-las, buscando aprender algo novo a cada dia. Hoje, já não tenho tanta pressa. Aprendi com algum custo, que a paciência é a “ciência da paz”, e como tudo nesta vida, é preciso começar por mim mesma. Foi um grande aprendizado, sei que estou mais forte, com maior consciência da vida, e mais feliz!

Desejo que possamos refletir sobre o grande aprendizado do ano velho, e deixar que ele se vá em paz, deixando um gosto de saudade dos bons momentos, e o sabor da vitória dos obstáculos ultrapassados, e assim praticar o ensinamento de São Francisco de Assis: “Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado... Resignação para aceitar o que não pode ser mudado... E sabedoria para distinguir uma coisa da outra”

Feliz Ano Novo!